Pedra fundamental
Já ouvi discursos convictos dando conta de que mudamos o tempo todo. Desde nossa concepção até o momento em que falecemos, somos uma mudança contínua ou, como diria o músico, uma metamorfose ambulante. Fisica ou espiritualmente, tanto faz, seríamos um eterno casulo, nunca uma larva, nunca uma borboleta, ou nunca capazes de recordar qualquer desses momentos: apenas máquinas de transformação. Por outro lado, há aqueles que advogam a essencialidade das coisas. As mudanças são superficiais. No âmago, nunca nos modificamos. Sempre os mesmos… destinados aos mesmos erros e aos mesmos acertos, presos numa roda de surpreendente previsibilidade. Não me importa saber qual deles está certo. A verdade é que as ruínas existem para nos dizer que ambos estão tão certos quanto completamente equivocados. Que mais além das ruínas para atestar que o tempo tudo muda? Que mais além das ruínas para mostrar que, no fundo, nada muda? Exuberência, felicidade, pompa, esperança, virtuosismo. Tudo existe, nem ...