Postagens

Mostrando postagens de outubro, 2013

Eu gosto mesmo é de pobre

Imagem
Algumas classes sociais separam Caco Antibes, aquele do “Sai de Baixo”, do Ruço, de “Pé na Cova”, ambos programas televisivos de humor. De comum, no entanto, está o mesmo homem na pele dos dois, Miguel Falabella. Que não cogitem aqui que vou me alongar em discussões sociológicas a respeito da sociedade carioca, mesmo porque dela nada sei, dada a sua complexidade, mas o espaço é suficiente para uma constatação básica: eu gosto mesmo é de pobre. É, isso mesmo, pobre, pé-rapado, zé-ruela, necessitado, carente. Aquele terço da nossa população que habita em sua maioria a periferia das manchas disformes que convencionamos chamar de cidades e cuja mente e modos são também habitados pela periferia. A origem dessa predileção surgiu sabe-se lá aonde. Não posso dizer aqui que já fui hostilizado pelas classes mais abastadas ou me traumatizei com os nobres. Nada disso, eles me recebem de braços abertos, posso assegurar, mas alguns olhares de desconfiança, cônscios da minha verve média. Mas não...