O Carnaval dos Silicones
Fonte: Futura Press Não vou perder meu tempo falando de beleza. Existem coisas bonitas e coisas feias nesse planeta e não sou eu quem vai determinar o que é o quê. Mas eu tenho meus olhos, é verdade, e eles sabem acompanhar o balançar das coisas. Nesse carnaval, contudo, pouca coisa balançou. Eu tento não ser do tipo saudosista, que olha para uma imagem em preto e branco de Pierrôs contentes pulando em meio aos blocos e pensa “eu queria ter nascido nessa época”. Mas algo ali me incomoda. A simplicidade, a vida como ela é, a autenticidade. Há algo no passado que eu nunca tive. E que eu nunca terei. No Carnaval dos Silicones, os seios das passistas não balançam mais. São firmes, orgulhosos, independentes, separados e rijos. São quase como suas donas. É um carnaval onde cada sorriso às câmeras, cada samba dançado e cada polêmica foi exaustivamente ensaiada. Nessa conta, também entram os seios. O Carnaval não é mais o de 2012, mas o de 300 mililitros. Nada contra a decisão soberana de...